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CordCell envia células-tronco que estavam armazenadas para tratar aplasia de medula


Células-tronco armazenadas pela CordCell desde 2020 foram utilizadas em um transplante no Hospital Brasília para tratar um menino de 7 anos com aplasia de medula. Método é possível e traz possibilidade e esperança a pacientes que enfrentam essa rara e grave condição.

O que é aplasia de medula?

A aplasia de medula, ou anemia aplásica, é uma condição rara em que a medula óssea não produz células sanguíneas suficientes, causando anemia, infecções frequentes e hemorragias. A causa pode ser genética ou adquirida. Entre as causas adquiridas, estão toxinas, radiação ou infecções virais.

A doença afeta aproximadamente duas a seis pessoas por milhão por ano no mundo, com cerca de 300 a 400 novos casos por ano no Brasil. Apesar de rara, a aplasia de medula tem grande impacto devido à gravidade dos sintomas e à necessidade de tratamentos intensivos.

  • Fadiga extrema e fraqueza.
  • Infecções recorrentes.
  • Hemorragias.
  • Dificuldade de cicatrização.
  • Palidez.

Tratamento e cura da aplasia de medula

Para pacientes com anemia aplásica severa sem causa reversível conhecida, a primeira opção de tratamento é o transplante alogênico de medula óssea, desde que haja um doador compatível e condições clínicas adequadas.

O transplante de células-tronco hematopoéticas é a terapia curativa. Para isso, são utilizadas células-tronco do sangue do cordão umbilical ou da medula óssea de um doador saudável e compatível. O objetivo é substituir as células defeituosas e doentes da medula por células-tronco saudáveis, que podem se diferenciar em todos os tipos de células sanguíneas e restabelecer a produção adequada.

Quando não há doador compatível, o tratamento envolve evitar transfusões frequentes e infecções, utilizando terapia imunossupressora (como ATG e ciclosporina) associada ou não a fatores estimuladores de plaquetas como o Eltrombopague.

A importância do sangue de cordão umbilical

O sangue do cordão umbilical é uma fonte valiosa de células-tronco e tem sido muito utilizado em transplantes. As principais razões para isso são o baixo risco de doença do enxerto contra hospedeiro (DECH) e a sua flexibilidade, pois não requerem uma correspondência perfeita de HLA (antígenos leucocitários humanos).

Dados do transplante realizado com células armazenadas

Em 2024, um transplante de medula óssea foi realizado no Hospital Brasília com células-tronco que estavam armazenadas na CordCell desde 2020. As células foram usadas para tratar o irmão de 7 anos do doador, em um transplante aparentado, essencial para pacientes com aplasia medular.

As células-tronco do sangue do cordão umbilical foram fundamentais para regenerar a medula que já está em funcionamento. A criança está bem e segue em acompanhamento, com perspectivas muito positivas.

Assista à história de sucesso deste caso e acompanhe como foi o envio da amostra

Conclusão

O tratamento de aplasia de medula com células-tronco do cordão umbilical oferece uma esperança para pacientes que sofrem desta condição grave. A CordCell, certificada internacionalmente pela AABB, oferece a possibilidade de armazenar essas células valiosas, contribuindo assim para a possibilidade de tratamento de mais de 80 doenças, incluindo a aplasia de medula.


Referências:

  1. American Cancer Society. “Stem Cell Transplants in the Treatment of Blood Disorders”. https://www.cancer.org/
  2. Stem Cells Translational Medicine (Oxford Academic). Abstract 16 Insights into Highly Engraftable Hematopoietic Cells from 27-Year Cryopreserved Umbilical Cord Blood. Hal Broxmeyer, Larry Luchsinger, Rona Weinberg, Alexandra Jimenez, Emeline Masson Frenet, Wouter van’t Hof, Maegan Capitano, Christopher Hillyer, Mark Kaplan, Scott Cooper, James Ropa.
  3. CordCell: Tratamentos com Células-Tronco. Disponível em: https://cordcell.com.br/celulas-tronco/
  4. Hematopoietic Stem Cells: What Diseases Can these Stem Cells Treat?. Disponível em: https://bioinformant.com/what-diseases-are-treatable-with-hematopoietic-stem-cells-hsc-from-cord-blood/
  5. Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH). Disponível em: https://www.abhhoficial.com.br/
  6. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas. Portaria SAS/MS nº 1.300, de 21 de novembro de 2013.
  7. Anemia Aplástica Adquirida. Disponível em: https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/protocolos/pcdt-anemia-apl-adq-livro-2013.pdf
  8. National Heart, Lung, and Blood Institute (NHLBI). Disponível em: https://www.nhlbi.nih.gov/health/anemia/aplastic-anemia
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