Probabilidades de necessitar de transplante de células-tronco hematopoiéticas ao longo da vida (EUA)

Estudo mostra que a probabilidade de uma pessoa necessitar de transplante de células-tronco hematopoiéticas durante a vida é maior do que se supunha.  

O estudo propõe uma discussão ao afirmar que a viabilidade de um transplante alogênico de células-tronco hematopoiéticas depende da viabilidade de se encontrar um doador compatível. A coleta e armazenamento das células-tronco do sangue de cordão umbilical são então citadas pelos autores como a melhor opção. Atualmente, nos EUA, somente 17% dos pacientes que são diagnosticados com doenças potencialmente tratáveis com TCH acabam se submetendo ao procedimento. Os autores também concluem que a probabilidade de sofrer TCH ao longo da vida é muito maior do que as probabilidades anteriormente relatadas por outros pesquisadores.

As fontes de células-tronco disponíveis para o transplante de medula óssea, que na verdade é um transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCH), são a própria medula óssea, o sangue de cordão umbilical e o sangue periférico. Esse artigo toca em um ponto de questionamento de muitos pais ao analisarem os benefícios da coleta e armazenamento das células-tronco de seus filhos: afinal, qual a probabilidade de ele necessitar, ao longo da vida, dessas células para um transplante de medula óssea, por exemplo?

O transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCH) é um tratamento eficaz para muitas doenças fatais e malignas e não malignas. Justamente por isso, o artigo, em seu início, explica as diferenças entre transplantes alogênicos e autólogos e em quais instituições norte-americanas os dados para a pesquisa foram obtidos.

Para conhecer a probabilidade de um cidadão americano necessitar de um transplante até os 70 anos de idade, o estudo tomou como base quatro cenários diferentes. E as conclusões mostram que a possibilidade das células-tronco de um indivíduo ser compatível com o irmão é de 30%. Os autores também compararam a incidência dos cânceres tratáveis com o número anual estimado de transplantes de células-tronco hematopoiéticas realizados. E chegou-se ao índice de 15% a 20% dos adultos com menos de 70 anos com alguns tipos de cânceres receberem TCH. A proporção de crianças com neuroblastoma que receberam TCH foi de 35% e a proporção de adultos (com menos de 70) com mieloma múltiplo recebendo TCH ficou entre 40% e 45%. Detalhes dos cenários e como foi feita a análise estatística, aqui.

Os números prováveis de transplantes de células-tronco hematopoiéticas (TCH) foram apresentados por cenário estabelecido no estudo. Para o TCH autólogo, as duas indicações mais comuns em crianças são neuroblastoma e tumores do sistema nervoso central, enquanto que em adultos são o mieloma múltiplo e o linfoma. Para os TCH alogênico e em geral, a leucemia é a indicação mais comum.

Quanto à incidência de um transplante de células-tronco hematopoiéticas por década de idade, as chances se mostram mais elevadas da quinta à sétima década de vida. A probabilidade de um norte-americano receber um TCH ao longo da vida variam de 0,23% no cenário 1, a 0,98% no cenário 4.

Veja o artigo na integrada.

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